sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Resenha sobre o filme Her

O enredo criado por Spike Jones em Her é, indubitavelmente, alucinante. O filme é um intento (que deu certo) de criticar as relações inter-pessoais com o advento da tecnologia; de como o ser humano está cada vez mais individualista e conectado ao mundo virtual e afastado de laços reais.
O personagem principal, Theodore Twombly é um autor de cartas (lindas, por sinal), que está imerso na solidão após o divórcio com a mulher com quem ele dividiu não só os laços matrimoniais, mas toda a sua vida. Seu cotidiano se divide entre o trabalho, jogos de video game (que nos garante risadas estrondosas) e pornografia.
Eis que, por fim, ele compra um Sistema Operacional que atua como uma inteligência artificial, um computador com consciência própria, por assim dizer: Samantha (Scarlett Johansson), dona de uma voz doce, rouca e sensual que conquistaria qualquer um .
A partir dai, o filme toma cor.
É possível se apaixonar por alguma coisa que parece real mas não é? Nessa película, nós descobrimos que sim. O relacionamento de Samantha e Theodore surge como uma amizade incomum e vai se desenvolvendo como qualquer laço afetivo.
O mais interessante, ao meu ver, foi o desenvolvimento do relacionamento maquina/humano com todas as características peculiares do nosso comportamento: primeiro vem a descoberta, as risadas, a paixão, o amor, o ciúme e por fim a dor da separação.  Além do desenvolvimento "psicológico" de Samantha: será que todas essas sensações que ela sentia eram reais, ou apenas fruto de programação? Infelizmente essa incógnita fica à critério do telespectador.
O filme nos traz questionamentos sobre a evolução da espécie. Será que tanta tecnologia é sinônimo de evolução? Vamos nos perder  como seres afetivos?
Além de enredo maravilhoso, da trilha sonora equivalente e atuação sensacional de Joaquin Phoenix, o filme está cheio de frases maravilhosas.
 Her, simples como o proprio nome, se tornou um dos meus filmes preferidos.


Curiosidades :

1- Troca de vozes
Quem faria a voz originalmente da personagem Samantha seria a atriz Samantha Morton, que atuou em “Minority report”, de Steven Spielberg, e “Poucas e boas”, de Woody Allen. Ela chegou a gravar e esteve presente no estúdio diariamente com Joaquin Phoenix, mas quando o diretor Spike Jonze foi editar, não ficou satisfeito. Com o consentimento da atriz, ele convocou Scarlett Johansson para substituí-la. O nome de Jennifer Lawrence chegou a ser cogitado


2 - A construção de um cenário futurista
Para projetar a Los Angeles de um futuro próximo, Spike Jonze deixou voar a imaginação. Com a ajuda do diretor de arte KK Barett, misturou elementos da cidade americana com outros do distrito de Pudong, em Xangai. As ruas são tomadas por arranha-céus, todos eles interligados por passarelas. Jonze também pegou dicas da arquiteta Elizabeth Diller, cuja empresa está projetando o novo museu de arte contemporânea de Eli Broad, no centro de L.A..


3 - Trilha Sonora Canadense
Indicada ao Oscar, a trilha sonora de “Ela” foi composta pela cultuada banda canadense Arcade Fire. A relação do diretor com os músicos vem de longe — Jonze já dirigiu o curta “Scenes from the suburbs”, em parceria com o grupo. As gravações da trilha foram feitas no Canadá em clima bem informal. Todos assistiam às cenas do filme e, quando alguém tinha uma ideia, pegava qualquer instrumento à mão e começava a tocar.

4 -  Oscar

O filme  que conta com a presença de  Joaquin Phoenix, Amy Adams,Rooney Mara, Olivia Wilde, e Scarlett Johansson concorreu  aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original e Melhor Roteiro. Vencendo o Oscar e  Globo de Ouro de Melhor Roteiro.


Frases do filme:

-"Apaixonar-se é uma coisa louca
É uma espécie de loucura social... permitida."


-  "Às vezes eu penso que eu já senti tudo o que eu deveria sentir. E à partir de agora, eu não vou sentir mais nada novo. Apenas versões menores do que eu já havia sentido". (Theodore)

"Nós estamos aqui apenas brevemente. E nesse momento eu quero me permitir ser feliz".

Nota: 10

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Clássicos que Nunca Vi ( até hoje) - Karate Kid (Saga)

Bom, depois de um hiatus criativo pessoal, resolvi dar continuidade à esse blog. Aliás, essa ferramenta (quase obsoleta) veio muito a calhar nos meus momentos de solidão. Escrever é medicinal. Não que eu seja uma referência da literatura, mas transcrever o que eu penso é uma forma de exorcizar meus demônios. Resolvi transpor pra cá uma "coluna" que eu escrevia no facebook, chamada " Clássicos que nunca vi (até hoje) ". Onde eu me coloco à par com o resto da civilização e assisto/avalio/comento aquelas películas que mexeram com as pessoas. Já fiz algumas análises no facebook, que com o tempo eu pretendo transpor pra cá, mas por enquanto, vou falar dos filmes que vou assistindo no dia-a-dia.

Vou começar hoje com a saga "Karatê - Kid "

Karatê Kid 1 -  A Hora da Verdade

O que eu achei:

O filme é legal. Não consigo pensar em outro adjetivo.
É uma trama bem sessão da tarde. Você se prende ao filme facilmente, mesmo a atuação de todo mundo sendo bem fraca.  Muito me surpreendeu o fato do Ralph Macchio ( Daniel San) estar com 24 anos no primeiro filme.

Nota: 8,0

Karate Kid II - A hora da Verdade Continua

O que eu achei:
Bom, aqui eu já acho que a qualidade do filme cai. Enredo superficial: sobra japão, falta karate. 
As filosofias orientais do senhor Miagy começam a parecer clichês. Achei o filme um típico "encher linguiça pra continuar a franquia". Daniel San é um herói tão fuleiro que apanha o filme inteiro e, no final, com um golpe de sorte, sempre se torna lenda. 

Nota: 6,5

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Karate Kid III - Eu já conheço a verdade e já chega.

O que eu achei:

Aqui escangalhou de vez. Eu poderia listar mais de 10 motivos pra esse filme ter dado errado. Mas os que mais me incomodaram: Daniel San fora de forma (gordo) mal conseguia se mover; enredo fraco e atuações forçadas (especialmente a de Ralph Macchio) ; tentaram fazer um recap do primeiro filme e deu tudo errado. Minha indicação é: não assistam esse filme.
Karate kid deveria ser como a Coca Cola, só a original é boa. Qualquer derivação fica ruim! Deveria ter acabado no primeiro filme.

Nota; 4

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The Next Karate Kid - O que é um peido pra quem ..bah, vocês conhecem o resto

O que eu achei?

Meu Deus.. o que dizer do quarto filme?  Bom, pelo menos a Hilary Swank lutava melhor que o Ralph Macchio. A única coisa que esse filme tem de especial, é o Pat Morita interpretando Mr. Myagi pela última vez.
Filme  tipo chuchu: sem graça, sem sal, sem gosto.

Nota: 3

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The Karate Kid (2010)

Finalmente um filme da saga que eu gosto.
Esse filme tem a dose certa de comédia/ação/drama pra um filme do gênero.
Muito impressionada com a atuação/disposição atlética do Jaden Smith para as cenas de luta. Muito mais novo e muito mais desenvolvido que seu antecessor.
Esse filme e o primeiro são os únicos que podem ser considerados bons filmes, mesmo neste remake, onde a luta escolhida foi o kung fu (que eu, particularmente, acho muito mais legal).
Vale a pena assistir.

Nota: 9,2