Certa vez me perguntaram o motivo de atualizar um blog. Bom, por mais “obsoleta” que esta ferramenta tenha se tornado, sempre me agradou a ideia de escrever meus pensamentos. Mesmo os mais bobos e, até mesmo, os irrelevantes. Tento de alguma forma pensar que meu senso de humor possa agradar alguém. Talvez sim, talvez não. O fato é que morro de curiosidade de saber quem são as 5 pessoas da Ucrânia que vez ou outra aparecem na lista de visitantes.
Entre meus amigos não há muitos leitores. Sim, existem os que habitualmente leem frases soltas de Caio Fernando de Abreu e automaticamente se denominam cultos. Não critico (mentira, critico sim... e muito), mas sempre achei importante a leitura na vida de uma pessoa. Tenho a impressão de que todos nós somos um pouco parecidos. Vivemos a mesma lida na vida: sofremos, amamos,sorrimos e nos frustramos. E tudo acontece de forma cíclica. Você vive as mesmas coisas de formas diferentes e acaba nem percebendo. Uma válvula de escape, um universo paralelo, um portal que se abre. Um livro te proporciona uma saída.
Quando completei 12 anos, minha mãe achou importante que eu desenvolvesse o hábito pela leitura, o que sou eternamente grata. “Ritinha Temporal” do autor José Louzeiro foi meu primeiro exemplar. Lembro-me de chegar da escola e passar horas deitada no chão do escritório e ficar completamente envolvida na trama. Não sei o porquê da preferência de tal lugar pra ler, mas isso era o de menos. Eu estava absorta em meio à trama, aos personagens, ao cenário. Estava vivendo aquela história. Eu era Ritinha.
E aquela experiência com o irreal, com a ficção, foi tão intensa que percebi a minha relação com a palavra de forma escrita seria um laço que nunca seria desfeito. Percebi que o livro era quase uma extensão anatômica minha. E talvez seja por isso que decidi começar a escrever alguns contos, textos e crônicas.
Essa possibilidade de me transpor para o irreal, de perder meus limites, era fascinante demais para ser deixada de lado.
Um simples livro me proporcionou uma epifania. O mais engraçado é que eu só tinha 12 anos. E isso faz um perfeito sentido para mim.
Nunca entendi o fato de algumas pessoas se limitarem por vontade própria quando o mundo te oferece tantas opções.
Meio louco!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Hipster - A revolta dos marginalizados.

Uma definição. Todos estamos atrás de palavras que possam traduzir os nossos medos, defeitos e qualidades.
Estamos cheios deles e constantemente à procura de uma palavra que nos defina.
Como se o montante das minhas características equivalesse à uma simples palavra.
E quando encontramos a bendita palavra que sirva à esse propósito, pensamos: "Não gosto de rótulos. Não sou um enlatado".
Ok, problemas de personalidade dúbia à parte, o ser humano nunca está satisfeito com a sua situação e sempre acha que é mais do que realmente é.
A juventude se divide em castas ( estou começando a utilizar palavras bonitas que possam alavancar o status do meu intelecto) e cada uma delas tem um leve problema em relação à outra. Mas o foco deste post são os Hipster ( os supostos outcasts da sociedade, que superaram seus medos e agora são moderninhos).
Dicionário: Hipsters: cults, fãs de Chico Buarque, assexuados, adoradores de café, criadores de memes...
São sinonimos. E eles sempre existiram, só que agora estão na moda.
Invadiram a internet, as faculdades, o cenário musical e o guarda-roupa da sua avó. Ou vai dizer que você não percebeu quando óculos Wayfarer com blusa xadrez voltou a ser moda?
Os hipsters dominaram o cenário musical, o mundo da moda, e é muito comum ver que aquela garota linda estar andando com a versão masculina (?) da Maria Gadú.
A psicologia explica melhor essa questão da "necessidade de definição das pessoas" . Para algumas vertentes, a popularidade ou a falta de habilidades sociais nascem com a gente. Para outras, os fatores externos vão ser determinantes. Nossa sociedade define quais são os padrões de comportamento a serem seguidos (ou não), ditando o que deve ou não ser excluído. Mas, para nossa alegria, novas modas são efêmeras e passageiras (geralmente).
Existe apenas uma coisa pior que novas modinhas: modinhas ridículas que perduram.
Desculpa a acidez, mas agora vou tomar meu Moccha Latte, ouvir Elis Regina atualizar meu Instagram e assistir "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"
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