quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Run, baby, run.


Maryana era uma garota normal com hábitos comuns, numa cidade comum com pessoas comuns. TÉDIO!

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Creio que se eu escrevesse uma auto-biografia, provavelmente não existiria uma única página com os dizeres supracitados. Tudo bem que minha vida não é como um filme de Quentin Tarantino, mas também não é uma música do Caetano Veloso ( desculpe-me quem é fã, mas acho a música dele um tédio só).
Hoje me peguei analisando todo o caminho percorrido nesses 20 anos de vida e me surpreendi com a quantidade de 'más escolhas' que eu tomei.
Definitivamente eu não devia ter fugido de casa com 4 anos de idade ( o máximo que eu consegui foi chegar na portaria do condomínio quando o porteiro me levou pra cima), muito menos devia ter brincado com um facão quando completei 7 anos, o que acabou me reservando uma cicatriz na perna direita. E nem devia ter feito um piercing na orelha quando completei 14 anos e vi que minha orelha parecia que estava criando dentes.
Mas vendo por outra perspectiva, a de uma pessoa agora amadurecida ( ou pelo menos eu acredito que esteja amadurecida), percebo que todas essas escolhas foram bobas perante as que eu tomei depois de grande.
Nem todas minhas escolhas foram ruins. Até que tive algumas boas ( melhor estilo Leila Lopes: Tudo o que eu quero é ser uma pessoa BOA).
Mas quero me ater ao lado negativo da coisa ( não quero chamar atenção, nem to emo - acredite - é um post feliz).

Minha vida as vezes toma um rumo descompassado. Por exemplo: ontem eu era uma aluna tímida na escola, hoje em dia canto numa banda de rock e faço tudo o que não presta e to crente e arrasante que estou abafando. o/
Mas mesmo assim, eu to ciente de tudo que abri mão, das oportunidades que podem surgir ou não, das pessoas que eu magoei e das que, eventualmente, eu vou magoar.

E é tão legal arriscar, mesmo que você quebre a cara depois de tudo, ainda é legal falar: Cara, eu tentei e fui feliz ( ou não).

O fato é que as pessoas sempre estão sempre pesando os prós e contras, e demoram demais a tomar uma decisão que acabam perdendo a maior oportunidade de todas: viver.

Arrisque!

E se no fim da estrada, não for nada do que você esperava, e você tiver mais erros contabilizados que acertos..

Nunca é tarde demais pra fazer as coisas darem certo ;)


Run, baby, run. Life is too short.

domingo, 20 de setembro de 2009

Só memorias..


Outro dia, uma amiga veio conversar comigo à respeito de seus relacionamentos. Ela nunca conseguiu fazer com que eles durassem mais de 3 meses e no fim das contas, se sentia super culpada. Não que eu tenha alguma coisa a ver com isso, ou algum interesse em ouvir as lamúrias da minha "amiga" ( eu nem conhecia a louca direito, tinha falado com ela um dia antes na parada de ônibus e a louca já vem achando que é minha amiga)..(espero q ela não esteja lendo isso). Ela me contou que nos últimos dois anos, já teve pelo menos uns 5 namorados. Devo admitir que admiro a capacidade dessa criatura em arranjar namorado, enquanto têm pessoas sofrendo pra arranjar pelo menos 1, mas isso não vem ao caso.
Existem pessoas que adotaram essa filosofia de vida: ' Oi, meu nome é Fernando... Quer casar?'. Para essas situações, eu uso um categórico 'não'. E la vai o indivíduo pedir em casamento a minha colega que está sentada do meu lado.

aiai..

Em tempos de msn, marcar encontro é uma perda de tempo.

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Mas também confesso que não aguento o grupo dos 'últimos românticos', daqueles que marcam 30 encontros antes de dar o primeiro beijo, que mandam flores, caixa de bombons, vão na casa da sogra pedir a mão da menina em namoro. Acho tudo muito brega, embora entenda o espírito da coisa.
Prefiro pessoas autênticas, pessoas que se arriscam para conseguirem o que querem.
Lembro de quando eu era criança ( leia-se: 9 anos) e tava na cidade da minha avó, sentada na farmácia da família, quando chegou uma menina que eu só conhecia de vista, com um papelzinho rosa,minunciosamente dobrado.Ela estava encarragada de fazer com que o bilhete chegasse nas minhas mãos e não nas mãos de outra pessoa. Ao abrir, lia-se: me encontre embaixo do pé de jaca, ass: S.
Eu sabia quem era S. e lembro que também achava ele uma gracinha ( modo Hebe Camargo: on). E mesmo correndo o risco de ser acertada por uma jaca na cabeça, eu fui.
Não passamos das mãos dadas, mas ainda assim foi fofo demais.Eu me julgava apaixonada, sem nem mesmo saber o significado disso. Depois desse episódio, eu morria de vergonha dele e ele de mim, mas ainda assim isso foi muito importante pra mim.

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Mas voltando ao caso da menina do início do post...
Perguntei a ela o motivo de trocar tanto de namorado e ela me respondeu: ' eu tive uma grande paixão e ele quebrou meu coração, é um idiota imaturo, mas eu ainda gosto dele e quero encontrar um novo amor. '
Tá, eu não lembro as exatas palavras dela, mas foi isso que ela quis dizer.
O fato é, eu não acredito nessa história de esquecer um antigo amor nos braços de uma nova pessoa. Existem pessoas que têm medo de acabar com uma situação que já está ruim, por medo de que algo de ruim aconteça :S
Vai entender!

Resumo: Eu acho que pessoas assim não possuem amor-próprio ou então a auto-estima é muito baixa. As pessoas deveriam ser dar um tempo pra pensar, pra perceber seus próprios limites e só partir pra um novo relacionamento quando estiverem realmente preparados. Porque não adianta você se envolver com alguém, afinal, você pode passar a ocupar o espaço daquele que te magoou, quebrando o coração de um outro alguém.


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Para predizer o que vai acontecer, é preciso saber o que ocorreu antes.(Nicolau Maquiavel.)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ônibus - 6 coisas que você vai encontrar lá.


Andar de ônibus é sempre uma aventura. Desde que entrei na faculdade, tenho pegado ônibus quase todos os dias pra voltar pra casa. E sempre têm umas coisas um tanto peculiares dentro do ônibus. Então, na minha enorme falta do que fazer sistematizei as 06 peculiaridades que a gente sempre encontra dentro do ônibus.

1) O Cobrador e a Unha: Não sei se você já notou, mas quase todo cobrador deixa a unha do dedo mindinho crescer desesperadamente, ficando maior que todas as outras unhas da mão. E sempre depois de contar as cédulas do caixa, ele da aquela coçadinha de leve dentro da orelha. Nojo¹
2) Vendedores de Bombons, Canetinha e Adesivos: Geralmente surgem com um discurso tão preparadamente ensaiado quanto os parlamentares do Senado. “Olá, eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas estou aqui para vender estes bombons. Tenho flics, ice kiss, jujubas etc. Vendo também adesivos das meninas super poderoras, do bob sponja e dos power rangers. Custam apenas R$ 0,50”. Dificilmente alguém compra alguma coisa.
3) O Sovaco: Não sei o que dá em você minha senhora, que não sabe o que é depilação há um mês, e desodorante há dois meses, em querer andar de ônibus com o braço pra cima. Honestamente, nem sei o que comentar. Nojo²
4) O Gordo: Impressionante, já percebeu que sempre que o ônibus ta lotado e você percebe que sua parada ta chegando e você quer chegar na porta, sempre tem um gordo no meio do caminho? E quando você tenta passar por ele, o motorista insiste em parar de uma vez te fazendo ser esmagado (a). Triste.
5) Os curiosos: Ta, eu admito. Me encaixo nessa categoria. Sempre ouço a conversa dos outros no ônibus, e quem nunca fez isso que atire a primeira pedra. Por exemplo, outro dia ouvi uma amiga comentando com a outra que tinha caído da esteira na academia. Quase chorei de emoção. Eu sempre achei que eu era a única pessoa do mundo que tinha conseguido cair da esteira +__+
06) O Peidão: Em ônibus lotado sempre tem um engraçadinho que, pra desgosto de todos, resolve aliviar a tensão no calor do momento. O cheiro exala e você nunca consegue descobrir que foi o fdp que peidou no ônibus lotado, ao meio dia, quando você tá fraco e morrendo de fome querendo chegar em casa.


Tenho certeza que se você, assim como eu, anda ou já andou de ônibus por aí, já deve ter se deparado com uma dessas coisas acima citadas. Pena que não sobrou criatividade para lembrar de outras coisas a se listar (como as pessoas que vivem rindo dos outros dentro dos ônibus. Não suporto estar sentada do lado de quem repara em tudo. To querendo ir pra casa tranqüila, na minha e ainda tem algum palhaço criando uma lista de absurdos. Faça-me o favor!).

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Flaming Tequila - Have You Hugged Your toilet today?


Certo dia, eu e uma amiga estávamos numa pizzaria no RS com a minha família, quando ela resolveu que queria provar uma dose de tequila. Eu, que por causa do frio também estava desejosa, sabia que, se tomássemos uma, provavelmente tomaríamos duas, drês, quadro (progressão aritmética de uma pessoa bêbada).
É tão certo ( como o calor do fogo uuuh )...Enfim, dito e certo. Bebemos 4 doses. Dependendo do ponto de vista ( de quem bebe e de quem vê) pode ser uma quantidade pequena, ou uma quantidade mais que suficiente para nos deixar loucas a ponto de queremos subir na mesa da pizzaria e querer dançar funk até o chão.
Ok, não fizemos isso. E se tivéssemos feito, eu provavelmente não estaria contando.
Mas o fato é que ficamos um tanto alteradas, a ponto de ir pro banheiro ficar tirando fotos constrangedoras que chegaram a assustar as clientes da tal pizzaria.
Mas tirando o detalhe que essa era a primeira vez que ela tomava tequila, não havia muita diferença entre o meu estado (alcoolatra com PHD em tequila) e o dela . Ambas estávamos pra lá de Bagdá. Eu adoro ficar bêbada com alguém, porque aí eu não me sinto tão culpada por ter exagerado e posso curtir minha embriaguez sossegada ( ou quase isso). Beber além da conta as vezes tem suas vantagens. Uma delas é que você fica 'ausente' do mundo e esquece que têm problemas. Afinal, ninguém aguenta viver sob pressão o tempo todo. Outra é que seu mundo fica tão mais dinâmico. Veja bem: depois de algumas doses, vc acha que pode voar. Momentos depois nem sente a dor depois que da de cara no chão quando perceber que não nasceu um par de asas em você. Não faço apologia ao alcoolismo. De forma alguma.
Mas é sempre bom lembrar que alcooltecimentos, alcoolntecem. ;)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nem tão interessante assim.



Não lembro o momento exato em que a vontade me ocorreu, mas o fato é que estou suficientemente inspirada para me dar o trabalho de vir escrever alguma coisa sobre a minha vida. Nada tão intimista assim e nem tão revelador (isso aqui ainda não é um diário), apenas uma tentativa (quase frustrada) de me manter ocupada (escrever me causa um bem danado).
Primeiro, despretensiosamente, gostaria de acrescentar que esse post não tem nada de tão interessante assim e muito provavelmente você não irá perder seu tempo lendo até o final. Mas eu ainda acredito na boa fé das pessoas.
Eu bem que gostaria de ter o intelecto pra falar sobre política, economia, a crise mundial, a gripe suína que não é mais suína, mas não me atrevo a falar de nada disso. Então me atenho a escrever de algo que eu entendo ( ou pelo menos acredito que entendo): música.
Enfim, estava eu assistindo o dvd do Elvis que eu ganhei de uma amiga muito especial deitada na minha cama e pensando no quanto eu idolatro este homem. Fotos, músicas, vídeos, dvds, porta-treco, quadros, xícara, cinzeiro. Eu me sinto feliz com isso, mas às vezes me sinto idiota. Qual a finalidade disso tudo afinal? Que importância ele teve pra mim se eu nunca ao menos o vi? Juro que não sei!
O fato é que estou presa nesse meu vício. No começo eu não percebia que estava me tornando dependente daqueles quadris salientes. Era tudo uma coisa de querer pertencer a alguma coisa. Tipo nerds que são fãs de Star Wars e vão pra convenções e tudo mais. Nada contra nerds que curtem Star Wars e vão pra convenções, acho ótimo! Força na espadinha, colegas. Mas admitam... É um pouco patético não é? Mas pra eles não! Nem pra mim.
Depois de estar completamente dominada pelo rebolado do homem do Blue Suede Shoes, veio a obsessão material. Querer ter tudo que lembrava o Rei do Rock era algo fundamental pra mim. Rios de dinheiro foram gastos em besteirinhas: bottons, camisetas, adesivos, fotos etc. Arrependimentos? Not at all.
O tempo foi se passando e comprar um ou dois objetos por mês acabou virando um ritual. Eu ganhava minha mesada, juntava e puff, comprava. Não me lembro bem quando comecei a me arrepiar de felicidade só de ver o rosto dele estampado nas minhas coisas.O vício já era tão absurdo que eu chegava até a sonhar com ele.
Mas vida de viciada pobre é uma desgraça mesmo. Parece até aquela musiquinha da ‘Dona Aranha’. Lembram? Não? Deixe-me refrescar vossas memórias:
‘ A dona aranha subiu pela parede, veio a chuva forte e a derrubou’...

Custava deixar a pobre da dona aranha chegar no final da parede feliz? Não, alguma merda tinha de acontecer. Enfim, custava me deixar ser feliz com minhas tranqueiras sozinha? Não... Maldita lei de Murphy que me persegue. Resumindo: me mudei e perdi tudo na mudança.
Talvez até tenha sido algo positivo, porque desde então eu tinha parado com esse meu vício ridículo. Mas eis que alguns anos depois (digo agora em 2009) eu entro numa loja e tudo que tinha lá era relacionado a Elvis.
Bom, meu sangue é fraco. Minha mente também. Mas agora eu não vivia mais apenas de 60 reais de mesada. Gastei o dinheiro que eu tinha e o que eu não tinha. Continuo não me arrependendo de nada. Não sei o valor do dinheiro quando o assunto é Elvis Presley.
Então não sou mais a pessoa que, depois de superar um trauma, escolhe se vai continuar ou não com o vício. Eu TENHO que continuar com ele, é quase como um legado meu. Quero que meus filhos saibam a importância que o rock tem pra mim e quero que seja importante pra eles também. E quer saber? Eu não me importo se possa parecer ridículo, me agrada. Eu poderia começar a pensar em ‘getting a life’. Mas eu até gosto dessa minha vidinha nada interessante. Porque como eu disse anteriormente:nem tudo é tão interessante assim.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ambíguo


O amor não é um bom sentimento. Tolo é aquele que acredita é.Uma hora te enaltece,outra hora machuca. Já dizia Vinicius de Morais:"“O amor é uma agonia, vem de noite, vai de dia, é uma alegria, e de repente, uma vontade de chorar.”

Quem nunca amou que me perdoe, mas devo confessar que este ainda não viveu nada. Creio que o amor (aliado à paixão) foi o pior dos males que Pandora deixou escapar de sua caixa. Tantos tolos se deixaram 'contaminar ' por ele, tantos corações sentiram o seu poder dilacerante. Mas se o amor é de fato um sentimento tão poderoso a ponto de devastar almas, por que tantas pessoas se deixam dominar por ele? Será seu poder alucinógeno? De tal forma que a única opção para esses pobres sádicos seja apenas pedir mais e mais doses de sua essência? Não existem clínicas de reabilitação para esses 'doentes'.

Mas quem disse que nós queremos ser tratados? Obviamente que me incluo na categoria dos 'drogados'. Nada mais prazeroso, nada mais emocionante, nada mais potente que o efeito do amor. Como eu já disse primeiramente:ele te enaltece, te faz sentir a melhor das criaturas, e de repente tudo o que você quer é satisfazer a pessoa amada. E não importa se você irá se decepcionar no futuro, não importam as consequências. Uma vez que você prova o amor,ele é tudo o que você tem. E você faria de tudo para não perdê-lo.

Quando se ama alguém, tudo se torna mais interessante. Inclusive aquelas coisinhas básicas do dia-a-dia que vocêfaria displicentemente sem dar nenhuma importância, como acordar, tomar café, assistir televisão etc. Qualquer um que tenha amado como eu amo (sim, eu amo) sabe do que eu to falando. Se você tem alguém que te acompanhe, não é necessário estar em um Cruzeirono Caribe dançando a Hula para você se sentir especial, às vezes é só estar abraçadinho no sofá da sala, embaixo de uma manta, assistindo o Faustão com seu amor que já é suficiente.

O amor não é um bom sentimento, nunca foi e nunca será. Mas ele é vital. Um clichê básico seria dizer: é o ar que você respira.Então responda você: Prefere viver sufocado ou respirar livremente ?





Sugestão de música para ler o post: ' The Mars Volta - The Window '