segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Clássicos que Nunca Vi ( até hoje) - Karate Kid (Saga)

Bom, depois de um hiatus criativo pessoal, resolvi dar continuidade à esse blog. Aliás, essa ferramenta (quase obsoleta) veio muito a calhar nos meus momentos de solidão. Escrever é medicinal. Não que eu seja uma referência da literatura, mas transcrever o que eu penso é uma forma de exorcizar meus demônios. Resolvi transpor pra cá uma "coluna" que eu escrevia no facebook, chamada " Clássicos que nunca vi (até hoje) ". Onde eu me coloco à par com o resto da civilização e assisto/avalio/comento aquelas películas que mexeram com as pessoas. Já fiz algumas análises no facebook, que com o tempo eu pretendo transpor pra cá, mas por enquanto, vou falar dos filmes que vou assistindo no dia-a-dia.

Vou começar hoje com a saga "Karatê - Kid "

Karatê Kid 1 -  A Hora da Verdade

O que eu achei:

O filme é legal. Não consigo pensar em outro adjetivo.
É uma trama bem sessão da tarde. Você se prende ao filme facilmente, mesmo a atuação de todo mundo sendo bem fraca.  Muito me surpreendeu o fato do Ralph Macchio ( Daniel San) estar com 24 anos no primeiro filme.

Nota: 8,0

Karate Kid II - A hora da Verdade Continua

O que eu achei:
Bom, aqui eu já acho que a qualidade do filme cai. Enredo superficial: sobra japão, falta karate. 
As filosofias orientais do senhor Miagy começam a parecer clichês. Achei o filme um típico "encher linguiça pra continuar a franquia". Daniel San é um herói tão fuleiro que apanha o filme inteiro e, no final, com um golpe de sorte, sempre se torna lenda. 

Nota: 6,5

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Karate Kid III - Eu já conheço a verdade e já chega.

O que eu achei:

Aqui escangalhou de vez. Eu poderia listar mais de 10 motivos pra esse filme ter dado errado. Mas os que mais me incomodaram: Daniel San fora de forma (gordo) mal conseguia se mover; enredo fraco e atuações forçadas (especialmente a de Ralph Macchio) ; tentaram fazer um recap do primeiro filme e deu tudo errado. Minha indicação é: não assistam esse filme.
Karate kid deveria ser como a Coca Cola, só a original é boa. Qualquer derivação fica ruim! Deveria ter acabado no primeiro filme.

Nota; 4

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The Next Karate Kid - O que é um peido pra quem ..bah, vocês conhecem o resto

O que eu achei?

Meu Deus.. o que dizer do quarto filme?  Bom, pelo menos a Hilary Swank lutava melhor que o Ralph Macchio. A única coisa que esse filme tem de especial, é o Pat Morita interpretando Mr. Myagi pela última vez.
Filme  tipo chuchu: sem graça, sem sal, sem gosto.

Nota: 3

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The Karate Kid (2010)

Finalmente um filme da saga que eu gosto.
Esse filme tem a dose certa de comédia/ação/drama pra um filme do gênero.
Muito impressionada com a atuação/disposição atlética do Jaden Smith para as cenas de luta. Muito mais novo e muito mais desenvolvido que seu antecessor.
Esse filme e o primeiro são os únicos que podem ser considerados bons filmes, mesmo neste remake, onde a luta escolhida foi o kung fu (que eu, particularmente, acho muito mais legal).
Vale a pena assistir.

Nota: 9,2


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Filossofá

Certa vez me perguntaram o motivo de atualizar um blog. Bom, por mais “obsoleta” que esta ferramenta tenha se tornado, sempre me agradou a ideia de escrever meus pensamentos. Mesmo os mais bobos e, até mesmo, os irrelevantes. Tento de alguma forma pensar que meu senso de humor possa agradar alguém. Talvez sim, talvez não. O fato é que morro de curiosidade de saber quem são as 5 pessoas da Ucrânia que vez ou outra aparecem na lista de visitantes.

 Entre meus amigos não há muitos leitores. Sim, existem os que habitualmente leem frases soltas de Caio Fernando de Abreu e automaticamente se denominam cultos. Não critico (mentira, critico sim... e muito), mas sempre achei importante a leitura na vida de uma pessoa. Tenho a impressão de que todos nós somos um pouco parecidos. Vivemos a mesma lida na vida: sofremos, amamos,sorrimos e nos frustramos. E tudo acontece de forma cíclica. Você vive as mesmas coisas de formas diferentes e acaba nem percebendo. Uma válvula de escape, um universo paralelo, um portal que se abre. Um livro te proporciona uma saída.

 Quando completei 12 anos, minha mãe achou importante que eu desenvolvesse o hábito pela leitura, o que sou eternamente grata. “Ritinha Temporal” do autor José Louzeiro foi meu primeiro exemplar. Lembro-me de chegar da escola e passar horas deitada no chão do escritório e ficar completamente envolvida na trama. Não sei o porquê da preferência de tal lugar pra ler, mas isso era o de menos. Eu estava absorta em meio à trama, aos personagens, ao cenário. Estava vivendo aquela história. Eu era Ritinha. E aquela experiência com o irreal, com a ficção, foi tão intensa que percebi a minha relação com a palavra de forma escrita seria um laço que nunca seria desfeito. Percebi que o livro era quase uma extensão anatômica minha. E talvez seja por isso que decidi começar a escrever alguns contos, textos e crônicas.

Essa possibilidade de me transpor para o irreal, de perder meus limites, era fascinante demais para ser deixada de lado. Um simples livro me proporcionou uma epifania. O mais engraçado é que eu só tinha 12 anos. E isso faz um perfeito sentido para mim.

 Nunca entendi o fato de algumas pessoas se limitarem por vontade própria quando o mundo te oferece tantas opções.
Meio louco!

terça-feira, 20 de março de 2012

Hipster - A revolta dos marginalizados.


Uma definição. Todos estamos atrás de palavras que possam traduzir os nossos medos, defeitos e qualidades.
Estamos cheios deles e constantemente à procura de uma palavra que nos defina.
Como se o montante das minhas características equivalesse à uma simples palavra.
E quando encontramos a bendita palavra que sirva à esse propósito, pensamos: "Não gosto de rótulos. Não sou um enlatado".

Ok, problemas de personalidade dúbia à parte, o ser humano nunca está satisfeito com a sua situação e sempre acha que é mais do que realmente é.

A juventude se divide em castas ( estou começando a utilizar palavras bonitas que possam alavancar o status do meu intelecto) e cada uma delas tem um leve problema em relação à outra. Mas o foco deste post são os Hipster ( os supostos outcasts da sociedade, que superaram seus medos e agora são moderninhos).

Dicionário: Hipsters: cults, fãs de Chico Buarque, assexuados, adoradores de café, criadores de memes...

São sinonimos. E eles sempre existiram, só que agora estão na moda.
Invadiram a internet, as faculdades, o cenário musical e o guarda-roupa da sua avó. Ou vai dizer que você não percebeu quando óculos Wayfarer com blusa xadrez voltou a ser moda?

Os hipsters dominaram o cenário musical, o mundo da moda, e é muito comum ver que aquela garota linda estar andando com a versão masculina (?) da Maria Gadú.

A psicologia explica melhor essa questão da "necessidade de definição das pessoas" . Para algumas vertentes, a popularidade ou a falta de habilidades sociais nascem com a gente. Para outras, os fatores externos vão ser determinantes. Nossa sociedade define quais são os padrões de comportamento a serem seguidos (ou não), ditando o que deve ou não ser excluído. Mas, para nossa alegria, novas modas são efêmeras e passageiras (geralmente).
Existe apenas uma coisa pior que novas modinhas: modinhas ridículas que perduram.

Desculpa a acidez, mas agora vou tomar meu Moccha Latte, ouvir Elis Regina atualizar meu Instagram e assistir "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Don't be shy, your mother wasn't



Sabe, sempre quis entender o kama sutra. Digo, você vê as fotos, sabe que é possível fazer ( se você for um contorcionista de circo ou tiver arrancado suas costelas à lá Thalia). Mas você já parou pra pensar na falta do que fazer da pessoa que inventou o kama sutra? Tipo, deixaram ele preso 20 anos sem ver uma mulher e soltaram ele no meio de um cabaré burlesque e falaram: Vai lá que a gente vai ficar aqui desenhando. Na boa? Tem certas posições que eu acho que parece um pretzel. Não dá tesão, mas dá uma fome...

E o kama sutra também não é nada prático no sentido de alavancar a sua vida sexual. Imagina a situação: você é uma menina e conhece um cara (ou uma menina..viva a diversidade). E ele é legal, inteligente, bonito, bem-humorado, enfim, essas qualidades que as pessoas ótimas têm. Dai, vocês começam a sair e ocasionalmente, acabam com vontade de transar. Você, exímia conhecedora do kama sutra, decide que essa é a situação esperada pra mostrar seus dotes. Vai na parede e planta uma bananeira e fala: Vem neném! (Ok, eu viajei, mas entenderam a questão?). Você não está sendo sexy, apenas está sendo a doida que planta bananeira pelada e fala vem neném!

E tem gente que se perde na tênue linha entre ser sexy e ser protagonista de filme pornô hein? Decote é bacana, é bonito, mas o sutiã tem que ficar pra dentro da blusa e não o contrário.
Os garotos também pecam demais... Eu tenho um primo ( não vou citar nome, mas ele sabe que é ele), que fica se olhando no espelho, admirando o próprio muque e dizendo: " Nossa, mas eu sou uma coisinha". Coisinha de Deus né meu filho? Porque falando assim, não vai conquistar nenhuma mulher ( imagino a cara dele puto da vida enquanto estiver lendo isso).

Sou super à favor de loucuras sexuais, de coisas diferentes pra apimentar a relação ou pra sua satisfação pessoal. Pra ter prazer, vale tudo. Em relação ao kama sutra, concordo. É estranho. Mas, se o assunto é sexo, super vale a pena fazer um curso de contorcionismo antes. Nós, que vivemos sob o poder dos hormônios, poderosos hormônios, sabemos muito bem que tesão é algo incontrolável e flui sem dramas. Rita Lee profetizou: " O amor nos torna patéticos. Sexo é uma selva de epiléticos...."

Inovem, aprendam, liberem-se de suas correntes de pudores. Mesmo se o sexo for feito com ou sem amor. Mas façam sexo com segurança. Não só com camisinha, mas respeitando a si mesmo.


Ai ai o amor.. Hmm o sexo!


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OBS: Gente, antes que vocês me critiquem: eu não estou menosprezando a razão filosófica por detrás do kama sutra. Eu compreendo que existe toda uma cultura milenar e explicações, não são apenas posições sexuais explicitas. O texto é APENAS uma crítica divertida às pessoas que não sabem usar o seu próprio poder de sedução e acabam metendo os pés pelas mãos.

OBS2: Quem gostar de poemas, também tenho um blog destinado aos meus poemas: O sabor ocre das Palavras

OBS3: Quero agradecer à todo mundo que divulgou o blog no facebook e no twitter e aos que comentam aqui, assim da vontade de continuar sempre a escrever.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Run, baby, run.


Maryana era uma garota normal com hábitos comuns, numa cidade comum com pessoas comuns. TÉDIO!

***

Creio que se eu escrevesse uma auto-biografia, provavelmente não existiria uma única página com os dizeres supracitados. Tudo bem que minha vida não é como um filme de Quentin Tarantino, mas também não é uma música do Caetano Veloso ( desculpe-me quem é fã, mas acho a música dele um tédio só).
Hoje me peguei analisando todo o caminho percorrido nesses 20 anos de vida e me surpreendi com a quantidade de 'más escolhas' que eu tomei.
Definitivamente eu não devia ter fugido de casa com 4 anos de idade ( o máximo que eu consegui foi chegar na portaria do condomínio quando o porteiro me levou pra cima), muito menos devia ter brincado com um facão quando completei 7 anos, o que acabou me reservando uma cicatriz na perna direita. E nem devia ter feito um piercing na orelha quando completei 14 anos e vi que minha orelha parecia que estava criando dentes.
Mas vendo por outra perspectiva, a de uma pessoa agora amadurecida ( ou pelo menos eu acredito que esteja amadurecida), percebo que todas essas escolhas foram bobas perante as que eu tomei depois de grande.
Nem todas minhas escolhas foram ruins. Até que tive algumas boas ( melhor estilo Leila Lopes: Tudo o que eu quero é ser uma pessoa BOA).
Mas quero me ater ao lado negativo da coisa ( não quero chamar atenção, nem to emo - acredite - é um post feliz).

Minha vida as vezes toma um rumo descompassado. Por exemplo: ontem eu era uma aluna tímida na escola, hoje em dia canto numa banda de rock e faço tudo o que não presta e to crente e arrasante que estou abafando. o/
Mas mesmo assim, eu to ciente de tudo que abri mão, das oportunidades que podem surgir ou não, das pessoas que eu magoei e das que, eventualmente, eu vou magoar.

E é tão legal arriscar, mesmo que você quebre a cara depois de tudo, ainda é legal falar: Cara, eu tentei e fui feliz ( ou não).

O fato é que as pessoas sempre estão sempre pesando os prós e contras, e demoram demais a tomar uma decisão que acabam perdendo a maior oportunidade de todas: viver.

Arrisque!

E se no fim da estrada, não for nada do que você esperava, e você tiver mais erros contabilizados que acertos..

Nunca é tarde demais pra fazer as coisas darem certo ;)


Run, baby, run. Life is too short.

domingo, 20 de setembro de 2009

Só memorias..


Outro dia, uma amiga veio conversar comigo à respeito de seus relacionamentos. Ela nunca conseguiu fazer com que eles durassem mais de 3 meses e no fim das contas, se sentia super culpada. Não que eu tenha alguma coisa a ver com isso, ou algum interesse em ouvir as lamúrias da minha "amiga" ( eu nem conhecia a louca direito, tinha falado com ela um dia antes na parada de ônibus e a louca já vem achando que é minha amiga)..(espero q ela não esteja lendo isso). Ela me contou que nos últimos dois anos, já teve pelo menos uns 5 namorados. Devo admitir que admiro a capacidade dessa criatura em arranjar namorado, enquanto têm pessoas sofrendo pra arranjar pelo menos 1, mas isso não vem ao caso.
Existem pessoas que adotaram essa filosofia de vida: ' Oi, meu nome é Fernando... Quer casar?'. Para essas situações, eu uso um categórico 'não'. E la vai o indivíduo pedir em casamento a minha colega que está sentada do meu lado.

aiai..

Em tempos de msn, marcar encontro é uma perda de tempo.

***

Mas também confesso que não aguento o grupo dos 'últimos românticos', daqueles que marcam 30 encontros antes de dar o primeiro beijo, que mandam flores, caixa de bombons, vão na casa da sogra pedir a mão da menina em namoro. Acho tudo muito brega, embora entenda o espírito da coisa.
Prefiro pessoas autênticas, pessoas que se arriscam para conseguirem o que querem.
Lembro de quando eu era criança ( leia-se: 9 anos) e tava na cidade da minha avó, sentada na farmácia da família, quando chegou uma menina que eu só conhecia de vista, com um papelzinho rosa,minunciosamente dobrado.Ela estava encarragada de fazer com que o bilhete chegasse nas minhas mãos e não nas mãos de outra pessoa. Ao abrir, lia-se: me encontre embaixo do pé de jaca, ass: S.
Eu sabia quem era S. e lembro que também achava ele uma gracinha ( modo Hebe Camargo: on). E mesmo correndo o risco de ser acertada por uma jaca na cabeça, eu fui.
Não passamos das mãos dadas, mas ainda assim foi fofo demais.Eu me julgava apaixonada, sem nem mesmo saber o significado disso. Depois desse episódio, eu morria de vergonha dele e ele de mim, mas ainda assim isso foi muito importante pra mim.

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Mas voltando ao caso da menina do início do post...
Perguntei a ela o motivo de trocar tanto de namorado e ela me respondeu: ' eu tive uma grande paixão e ele quebrou meu coração, é um idiota imaturo, mas eu ainda gosto dele e quero encontrar um novo amor. '
Tá, eu não lembro as exatas palavras dela, mas foi isso que ela quis dizer.
O fato é, eu não acredito nessa história de esquecer um antigo amor nos braços de uma nova pessoa. Existem pessoas que têm medo de acabar com uma situação que já está ruim, por medo de que algo de ruim aconteça :S
Vai entender!

Resumo: Eu acho que pessoas assim não possuem amor-próprio ou então a auto-estima é muito baixa. As pessoas deveriam ser dar um tempo pra pensar, pra perceber seus próprios limites e só partir pra um novo relacionamento quando estiverem realmente preparados. Porque não adianta você se envolver com alguém, afinal, você pode passar a ocupar o espaço daquele que te magoou, quebrando o coração de um outro alguém.


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Para predizer o que vai acontecer, é preciso saber o que ocorreu antes.(Nicolau Maquiavel.)